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Dificuldade: fácil
Parte A:
E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem construi um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre boa e é sempre a mesma.
Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem não pensa,
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
Nem se eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao colo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos,
E não termos sonhos no nosso sono.
Fonte:

Fernando Pessoa, Poesia de Alberto Caeiro, edição de Fernando Cabral Martins e Richard Zenith,3.ª ed., Lisboa, Assírio & Alvim, 2009, p. 72

Notas:

construi (verso 5) – o mesmo que constrói.

Questão:
Nas três primeiras estrofes, são abordados dois processos de criação poética.
Explicite esses dois processos, tendo em conta, por um lado, as comparações presentes nos versos 3 e 5
e, por outro lado, o sentido do verso 4 e o conteúdo da terceira estrofe.
Fonte: Exame Português - 2017, 1ª Fase
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