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Dificuldade: média
Parte A:
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono,
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.
Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
À força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.
11/5/1934
Fonte:

Álvaro de Campos, Poesia, edição de Teresa Rita Lopes, Lisboa, Assírio & Alvim, 2002, pp. 491-492.

Questão:
De entre os vários processos que contribuem para imprimir ritmo ao poema, destaca-se a presença, em simultâneo,
Fonte: Exame Português - 2022, Época Especial
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(A) de um esquema rimático fixo em todas as estrofes e da repetição de palavras em final de verso.
(B) da alternância entre versos longos e versos curtos e de anástrofes frequentes.
(C) de um esquema rimático fixo em todas as estrofes e de anástrofes frequentes.
(D) da alternância entre versos longos e versos curtos e da repetição de palavras em final de verso.


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