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Dificuldade: fácil
Parte B:
As rosas amo dos jardins de Adónis¹,
Essas volucres² amo, Lídia, rosas,
Que em o dia em que nascem,
Em esse dia morrem.
A luz para elas é eterna, porque
Nascem nascido já o sol, e acabam
Antes que Apolo³ deixe
O seu curso visível.
Assim façamos nossa vida um dia,
Inscientes⁴, Lídia, voluntariamente
Que há noite antes e após
O pouco que duramos.
Fonte:

Ricardo Reis, Poesia, edição de Manuela Parreira da Silva, Lisboa, Assírio & Alvim, 2000, pp. 13-14.

Notas:

1 Adónis – jovem da mitologia grega, símbolo de beleza masculina.2 volucres - efémeras.3 Apolo - deus grego do sol.4 Inscientes - ignorantes.

Questão:
Explique os quatro últimos versos do poema, tendo em conta o ideal de vida defendido pelo sujeito poético.
Fonte: Exame Português - 2024, 2ª Fase
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