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Dificuldade: díficil
Parte B:
Depus a máscara e vi-me ao espelho...
Era a criança de há quantos anos...
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que fica,
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor.
Assim sou a máscara.
E volto à normalidade como a um términus de linha.
Fonte:

Álvaro de Campos, Poesia, edição de Teresa Rita Lopes, Lisboa, Assírio & Alvim, 2002, p. 514.

Questão:
Considere as afirmações seguintes sobre o poema.
I. O ato de se ver ao espelho sugere o desejo de autoconhecimento por parte do sujeito poético.
II. O sujeito poético anseia voltar a viver o seu tempo de infância.
III. A coexistência de versos longos e de versos curtos contribui para o ritmo do poema.
IV. O recurso às reticências, no verso 3, indicia a frustração sentida pelo sujeito poético.
V. No texto, evidenciam-se características da linguagem poética de Álvaro de Campos, como a liberdade formal e o uso de anáforas.

Identifique as três afirmações verdadeiras.
Escreva, na folha de respostas, os números que correspondem às afirmações selecionadas.
Fonte: Exame Português - 2024, 1ª Fase
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